SEO para e-commerce

Auditoria 404 no PrestaShop: que erros corrigir primeiro num catálogo grande?

Num catálogo com vários milhares de referências, o relatório de páginas não encontradas da Search Console mostra facilmente alguns milhares de linhas. Tratá-las pela ordem em que aparecem é a melhor forma de passar semanas em endereços que não interessam a ninguém.

Nem todos os 404 valem o mesmo

Um erro 404 não é um problema em si. É a resposta correta a um pedido sobre uma página que não existe, e um site sem 404 nenhum seria suspeito.

O que cria problema é um 404 num endereço que tinha valor. Há três formas de ter valor.

Recebia tráfego orgânico. A página estava posicionada, trazia visitantes, e esse tráfego perdeu-se.

Recebe ligações externas. Outro site aponta para ela. O valor transmitido perde-se, e os visitantes que seguem a ligação chegam ao vazio.

Recebe ligações internas. O seu próprio site aponta para uma página morta, o que é ao mesmo tempo um problema de experiência e um desperdício de rastreio.

Um 404 que não está em nenhum destes três casos não merece ação nenhuma.

As origens dos 404, e o que valem

Quatro origens, com prioridades muito diferentes.

Os produtos retirados do catálogo. A origem mais volumosa num catálogo grande, e a mais desigual: um produto sazonal retirado depois de três vendas não vale nada, uma referência de topo descontinuada ao fim de três anos de posicionamento vale muito.

Os URL alterados. Uma mudança de nome de produto ou de categoria altera o endereço. Estes 404 são os mais fáceis de corrigir, já que a página nova existe.

As ligações externas erradas. Um site que o cita com uma gralha ou um endereço truncado. Não pode corrigir a origem, mas pode redirecionar.

O ruído. Robôs de rastreio, tentativas de acesso a caminhos de administração inexistentes, parâmetros antigos. Esta categoria representa muitas vezes a maioria do volume e não merece ação nenhuma.

Verificador de Ligações Mortas PrestaShop 8 e 9: Ligações Partidas e Imagens em FaltaEncontre as ligações mortas e as imagens partidas antes dos seus clientes59,00

A matriz de decisão

Quatro tratamentos possíveis, e a escolha faz-se com duas perguntas.

Primeira pergunta: existe uma página equivalente? Segunda pergunta: a página antiga tinha valor?

Equivalente sim, valor sim: redirecionar. Redirecionamento permanente para a página mais próxima. É o caso mais frequente nos URL alterados e nos produtos substituídos.

Equivalente não, valor forte: restaurar. Se a página recebia tráfego significativo e não existe equivalente, a melhor ação é muitas vezes recriar um conteúdo. Um produto descontinuado que recebia cem visitas por mês pode tornar-se uma página a explicar o fim da comercialização e a propor as alternativas.

Equivalente não, valor fraco: passar a 410. Este código indica uma supressão voluntária e definitiva. Acelera a saída do índice face a um 404, e evita que os motores voltem a testar a página durante meses.

Sem valor nenhum: não fazer nada. Um 404 limpo é uma resposta correta. Acrescentar milhares de redirecionamentos para endereços que ninguém pede pesa na configuração sem benefício nenhum.

Priorizar pelos números certos

Ordenar pelo número de ocorrências é enganador: um endereço pedido mil vezes por um robô mal configurado aparece no topo e não vale nada.

Três critérios de ordenação, por esta ordem.

O tráfego orgânico perdido, medido nos doze meses anteriores ao desaparecimento. É o critério decisivo, e obtém-se na Search Console comparando períodos.

O número de domínios que apontam para o endereço. Uma única ligação de um site reconhecido vale mais do que cem ligações internas.

O número de ligações internas de entrada, que é o mais simples de corrigir: em vez de redirecionar, corrija a ligação na origem.

Numa auditoria real, estes três critérios reduzem geralmente uma lista de três mil 404 a uma centena de endereços que merecem ação individual.

Os 404 gerados internamente

Categoria muitas vezes ignorada e ainda assim a mais fácil de corrigir.

Uma ligação partida numa descrição de produto, uma imagem eliminada mas ainda referenciada, uma ligação para uma página CMS renomeada. Estes erros vêm do seu próprio conteúdo e não se corrigem por redirecionamento: corrigem-se alterando a ligação.

Redirecionar uma ligação interna partida é um penso: a ligação continua errada, passa por um redirecionamento em cada chamada, e propaga-se se o conteúdo for duplicado.

Um controlo mensal das ligações internas do catálogo e dos conteúdos editoriais resolve o ponto à nascença.

A própria página 404

Como parte dos 404 vai sempre existir, a página que os apresenta merece tratamento.

Quatro elementos tornam-na útil em vez de frustrante. Uma mensagem clara, sem jargão técnico. O campo de pesquisa, que é a ação mais provável do visitante. Sugestões de produtos, idealmente construídas a partir das palavras do endereço pedido. E uma ligação para as categorias principais.

Ponto técnico: a página 404 tem de devolver o código 404, não 200. Uma página de erro que responde 200 cria uma página indexável para cada endereço inexistente, o que é bem pior do que o problema inicial.

O ritmo de controlo

Uma auditoria completa uma vez por ano, um controlo leve todos os meses.

O controlo mensal incide sobre os 404 novos, filtrados pelos que recebem tráfego ou ligações. Demora meia hora e evita a acumulação que torna a auditoria anual desmotivante.

Dois momentos impõem um controlo imediato, sem esperar: depois de uma remodelação, e depois de qualquer importação massiva de catálogo.

O Verificador de Ligações Mortas para PrestaShop trata este trabalho no PrestaShop 8 e 9: deteção das ligações internas partidas e das imagens em falta no catálogo e nos conteúdos, registo dos 404 encontrados com a sua origem, e distinção entre os erros vindos dos seus próprios conteúdos e os que vêm de fora.

Continuar a ler

Artigos relacionados